
A Fênix faxina fundo,
a famigerada falência do Ego.
Fulminante, flagra falcatruas
de falsos corações e falsas mentes,
que sempre mentem !
Não nego, não me apego,
Mas não reclamo quando ardo em chamas.
Carregar a consciência de uma época
Não é tarefa para o ser humano.
Não sou Prometeu Acorrentado.
Se depender de mim,
O meu fígado não pode ficar na reta
para que os homens saiam da escuridão.
E o pior, é que a Terça-Feira Gorda
não devorou meu fígado.
A Esfinge do Samba Carioca é mais exigente.
No Terreirão do Samba.
Espetou meu coração
Colocou-o na brasa
e o vendeu mais barato
que um churrasquinho de carne de gato
Ainda bem que sou Macaco !
Vou mudar de galho
Mas enquanto arde a brasa
Não posso renascer das cinzas !
Ricardo Muniz de Ruiz - Poeta Mameluco Brasileiro
Cosme Velho, 25 de fevereiro de 2009
quarta-feira de cinzas - 12:12 horas




